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Viver entre dois mundos: o custo emocional de morar fora

Mariana Rodrigues

2 min de leitura

Morar fora do próprio país é aprender a viver em dois lugares ao mesmo tempo. Enquanto você tenta construir uma nova vida, encontrar seu espaço, adaptar-se a uma nova cultura, conseguir um emprego, fazer amigos e estabelecer novos relacionamentos, uma parte de você continua conectada à vida que ficou para trás.

Você se preocupa com a família, com os amigos, com as dificuldades que eles enfrentam e com tudo aquilo que continua acontecendo no seu país, mesmo à distância. Ao mesmo tempo, precisa lidar com as próprias inseguranças, as exigências de recomeçar e a pressão de fazer dar certo. Um misto de razão e emoção, o coração te leva pra um lado enquanto a cabeça te pede pra olhar pra frente.

É uma dualidade que cobra seu preço da saúde mental. São culturas diferentes, expectativas sociais distintas, realidades econômicas e políticas que nem sempre se encontram. E, entre tantas demandas, pode surgir a sensação de nunca estar inteiramente presente em nenhum dos dois lugares: quando está aqui, pensa em quem ficou; quando olha para lá, sabe que sua vida também precisa continuar aqui.

Porque mudar de país não significa romper vínculos, apagar a história ou deixar de se importar. É impossível cortar completamente os laços com o lugar de onde viemos e talvez nem devêssemos precisar fazer isso.

O desafio é aprender a equilibrar os pratos: cuidar de quem continua fazendo parte da nossa história sem abandonar a vida que estamos tentando construir. E reconhecer que sentir saudade, culpa, preocupação e até exaustão não significa que o recomeço deu errado. Significa que construir uma vida nova, sem deixar de amar a antiga, pode ser emocionalmente muito mais complexo do que parece.

Recomeçar pode ser assustador ou libertador, mas antes de responder isso várias outras perguntas aparecem no caminho e a gente precisa lembrar de ir respondendo uma de cada vez, com calma e sendo sincero com nós mesmos.

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Psicólogos que atendem esse tema

  • Thaís Albuquerque

    Psicóloga no Brasil · Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) · CRP 01/30734

    Relacionamentos, Adaptação cultural, Identidade e pertencimento

  • Giovanna Nunes Pereira

    Psicóloga no Brasil · Gestalt-terapia · CRP 01/31017

    Relacionamentos, Adaptação cultural, Identidade e pertencimento

  • Ana Beatriz

    Psicóloga no Brasil · Psicanálise · CRP 01/31754

    Relacionamentos, Adaptação cultural, Identidade e pertencimento

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